sábado, 15 de junho de 2019

Ano letivo quase a acabar... falta o quase

As aulas terminam para a semana, o quanto eu esperei por esta altura do ano. Claro que ainda faltam as avaliações, as reuniões e o relatório de auto-avaliação, mas as aulas estão mesmo quase a terminar. Acaba-se aquele horário horrível que tive este ano. 
Não sei o que me espera em julho; provavelmente terei que cumprir horário sem ter literalmente nada que fazer. Já sabemos que o meu Agrupamento é mais papista que o Papa. Sim, eu sei que não estamos oficialmente de férias e não tenho qualquer problema em trabalhar depois das aulas terminarem. Mas cumprir horário sem ter nada que fazer, apenas estar numa sala só porque sim, poupem-me! Isso aborrece-me de morte, pelo menos que me dêem algo que fazer, prefiro. 
De qualquer forma sinto um grande alívio por este ano letivo estar a terminar. Foi um ano muito duro para mim, nunca cheguei a habituar-me ao horário nem às escolas. Fui cumprindo porque tinha mesmo de cumprir. Mas acho que não fui trabalhar com vontade nenhum dos dias. Não é assim que quero viver a minha vida profissional, quero estar motivada e criar ligações. Dar aulas só por dar não é ser professor. Quero dar aulas com gosto. Quero ter prazer naquilo que faço. 
Para já, e mesmo faltando o quase, começo (lentamente) a respirar de alívio por o ano estar a terminar.  

terça-feira, 21 de maio de 2019

E já são 39 primaveras!


Ontem foi o dia do meu aniversário. 39 primaveras. Não me costumo entusiasmar com este dia, mas felizmente tenho pessoas à minha volta que se entusiasmam por mim e conseguem fazer do meu aniversário um dia especial (clichê, eu sei, mas verdade, foi mesmo especial!)
Recebi muitas mensagens de afeto, carinho e de amizade. Os meus alunos cantaram-me os parabéns, escreveram-me mensagens e até trouxeram bolo.:)
Os meus amigos não quiseram deixar-me jantar sozinha e acabei por organizar um jantarinho.
Fiquei verdadeiramente de coração cheio (clichê novamente, mas mais uma vez verdade!)
Foi um dia em que também me emocionei porque me relembraram do que é realmente importante nesta vida, de que não faz mal não ter a dita vida “normal“, que sou uma pessoa muito “rica” porque tenho saúde e muitas  pessoas à minha volta que gostam muito de mim.
Claro que houve pessoas que não se lembraram de mim, mas parece-me que essas também não interessam nada, não é verdade?

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Afinal não sou "sem filtros"

Não me tenho dedicado ao blog porque afinal percebi que tenho filtros. Afinal não sou capaz de publicar o que quer que seja que me venha à cabeça sem filtrar esses pensamentos. Sim, eu sei, o que estou a escrever vai contra a essência, contra a ideia base da criação deste blog. Mas verdade seja dita, não posso simplesmente publicar tudo tudo o que penso nem tudo tudo o que vivo; para isso escrevo algo mais privado, mais pessoal, como um diário. Há coisas que posso partilhar com o mundo e outras que não posso. Posso apenas partilhar o que me diz respeito a mim e só a mim; o que envolve outras pessoas não posso partilhar. Não posso invadir a privacidade das outras pessoas. Por isso, não tenho publicado nada. Mal ou bem, significa que tenho vivido coisas com outras pessoas. 


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dias todos iguais

Sinto que os dias são todos iguais, são rotineiros, sem surpresas boas. Todos os dias me levanto e faço mais ou menos o mesmo. Todos os dias me levanto e sinto mais ou menos o mesmo. 
Vivo os 5 dias úteis praticamente em modo autómato, sem grandes expectativas, sem grande coisa para contar. 
Vivo a semana ansiosa pelo fim de semana e quando este chega sinto que não o aproveito o suficiente (e muitas vezes nem é o caso, até faço bastantes coisas). Sinto que as 48 horas do fim de semana voam e chego ao domingo à noite a desejar que fosse 6ª à noite.
Sou uma insatisfeita com a minha rotina.
Quero que o tempo passe rápido no dia a dia porque os dias são monótonos e aborrecidos. No entanto, quando páro para pensar não quero que o tempo passe assim tão depressa porque significa que estou a ficar cada vez mais velha e não posso recuperar o tempo que já passou. 
Quero que o tempo passe mas que não passe por mim... acho que é isso. :)


sábado, 19 de janeiro de 2019

Ser interessante

O que faz alguém ser interessante? Tenho-me perguntado isto muitas vezes, principalmente porque não sei se sou uma pessoa interessante ...
O que nos cativa numa pessoa? A beleza física é importante, mas não é suficiente para a pessoa ser interessante de uma forma completa.
Pessoalmente, acho uma pessoa interessante quando ela sabe falar de qualquer tema, sabe manter uma conversa e tem sentido de humor. Além disso, também me cativa que a pessoa tenha interesses, hobbies, amigos; que não viva só para o trabalho, que tenha uma vida. E eu? Serei interessante aos olhos dos outros? Sou boa comunicadora, sinto-me à vontade para falar de qualquer coisa (acho eu), mas não tenho hobbies nem pratico desporto nem tenho nenhum interesse especial. Só gosto de fazer as coisas básicas como ler, ver televisão, ir ao cinema.. Sinto que as coisas vistas assim pareço uma pessoa muito básica que não desperta interesse. 
Agora que refleti sobre o assunto, vou aproveitar o começo dum novo ano para fazer mais coisas e encontrar novos interesses. Veremos se me torno mais interessante. :)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Não quero ir trabalhar

Fui para professora porque foi algo que sempre quis ser desde pequena. Ao longo dos anos, tive altos e baixos nesta profissão, escolas que gostava mais ou menos, alunos melhores ou piores mas sempre gostei do que fazia, no entanto é a primeira vez que não me apetece ir trabalhar de todo. Se me dissessem que não precisava de ir trabalhar mais este ano letivo daria pulinhos de contentamento. 
Sinto uma desmotivação que nunca me lembro de ter sentido, uma falta de energia e de vontade de me levantar da cama para ir para a escola como nunca senti. Só de pensar que ainda faltam dois períodos letivos e que janeiro e fevereiro não têm um único feriado até fico mal disposta. Realmente quando não se gosta do que se faz trabalhar é um sacrifício e parece que o tempo não passa. Estou a adorar esta pausa letiva do Natal como nunca adorei nenhuma. Sempre gostei de me sentir ocupada e às vezes até me aborrecia de ter tantos dias livres seguidos. Agora não é assim, quem me dera que o tempo parasse e que não tivesse de voltar ao trabalho. Mas a realidade é outra, vou mesmo ter de "gramar" aulas com aquele horário até junho... Não há volta a dar, não há nada que possa fazer...infelizmente.