Não me tenho dedicado ao blog porque afinal percebi que tenho filtros. Afinal não sou capaz de publicar o que quer que seja que me venha à cabeça sem filtrar esses pensamentos. Sim, eu sei, o que estou a escrever vai contra a essência, contra a ideia base da criação deste blog. Mas verdade seja dita, não posso simplesmente publicar tudo tudo o que penso nem tudo tudo o que vivo; para isso escrevo algo mais privado, mais pessoal, como um diário. Há coisas que posso partilhar com o mundo e outras que não posso. Posso apenas partilhar o que me diz respeito a mim e só a mim; o que envolve outras pessoas não posso partilhar. Não posso invadir a privacidade das outras pessoas. Por isso, não tenho publicado nada. Mal ou bem, significa que tenho vivido coisas com outras pessoas.
Um blog sobre tudo e mais alguma coisa, onde falo de tudo o que me passa pela cabeça e pelo coração sem filtros.
segunda-feira, 8 de abril de 2019
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Dias todos iguais
Sinto que os dias são todos iguais, são rotineiros, sem surpresas boas. Todos os dias me levanto e faço mais ou menos o mesmo. Todos os dias me levanto e sinto mais ou menos o mesmo.
Vivo os 5 dias úteis praticamente em modo autómato, sem grandes expectativas, sem grande coisa para contar.
Vivo a semana ansiosa pelo fim de semana e quando este chega sinto que não o aproveito o suficiente (e muitas vezes nem é o caso, até faço bastantes coisas). Sinto que as 48 horas do fim de semana voam e chego ao domingo à noite a desejar que fosse 6ª à noite.
Sou uma insatisfeita com a minha rotina.
Quero que o tempo passe rápido no dia a dia porque os dias são monótonos e aborrecidos. No entanto, quando páro para pensar não quero que o tempo passe assim tão depressa porque significa que estou a ficar cada vez mais velha e não posso recuperar o tempo que já passou.
Quero que o tempo passe mas que não passe por mim... acho que é isso. :)
sábado, 19 de janeiro de 2019
Ser interessante
O que faz alguém ser interessante? Tenho-me perguntado isto muitas vezes, principalmente porque não sei se sou uma pessoa interessante ...
O que nos cativa numa pessoa? A beleza física é importante, mas não é suficiente para a pessoa ser interessante de uma forma completa.
Pessoalmente, acho uma pessoa interessante quando ela sabe falar de qualquer tema, sabe manter uma conversa e tem sentido de humor. Além disso, também me cativa que a pessoa tenha interesses, hobbies, amigos; que não viva só para o trabalho, que tenha uma vida. E eu? Serei interessante aos olhos dos outros? Sou boa comunicadora, sinto-me à vontade para falar de qualquer coisa (acho eu), mas não tenho hobbies nem pratico desporto nem tenho nenhum interesse especial. Só gosto de fazer as coisas básicas como ler, ver televisão, ir ao cinema.. Sinto que as coisas vistas assim pareço uma pessoa muito básica que não desperta interesse.
Agora que refleti sobre o assunto, vou aproveitar o começo dum novo ano para fazer mais coisas e encontrar novos interesses. Veremos se me torno mais interessante. :)
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Não quero ir trabalhar
Fui para professora porque foi algo que sempre quis ser desde pequena. Ao longo dos anos, tive altos e baixos nesta profissão, escolas que gostava mais ou menos, alunos melhores ou piores mas sempre gostei do que fazia, no entanto é a primeira vez que não me apetece ir trabalhar de todo. Se me dissessem que não precisava de ir trabalhar mais este ano letivo daria pulinhos de contentamento.
Sinto uma desmotivação que nunca me lembro de ter sentido, uma falta de energia e de vontade de me levantar da cama para ir para a escola como nunca senti. Só de pensar que ainda faltam dois períodos letivos e que janeiro e fevereiro não têm um único feriado até fico mal disposta. Realmente quando não se gosta do que se faz trabalhar é um sacrifício e parece que o tempo não passa. Estou a adorar esta pausa letiva do Natal como nunca adorei nenhuma. Sempre gostei de me sentir ocupada e às vezes até me aborrecia de ter tantos dias livres seguidos. Agora não é assim, quem me dera que o tempo parasse e que não tivesse de voltar ao trabalho. Mas a realidade é outra, vou mesmo ter de "gramar" aulas com aquele horário até junho... Não há volta a dar, não há nada que possa fazer...infelizmente.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Ter o passado de volta
Admito que me queixo muitas vezes sem razão, mas só percebo isto quando fico pior, quando as coisas pioram. Ou seja, não sei avaliar, não percebo o que é uma situação má ou boa. Esta minha característica irrita-me, a sério que me irrita. É do género "Já fui tão feliz e nem percebi".
Tal como já escrevi sobre isto, no trabalho estou a ter um ano bastante difícil... Na verdade, a parte social no trabalho é inexistente e não estou a saber lidar com isso.
Ontem encontrei uma colega do ano passado e voltei a ter muitas saudades dos dois últimos anos letivos. Já sei, na altura queixava-me e queixava-me. Lá está, tola, nem percebi como estava bem.
Há dois anos passava tempo com a minha colega de inglês e também criei relações de amizade com as colegas titulares. O ano passado também criei relações de amizade e não passava nenhum intervalo sozinha, nenhum. Passei muito bons momentos nesses dois Agrupamentos, queixei-me de barriga cheia. As pessoas davam-se comigo, eu não era ignorada, era tratada como parte das escolas, como uma professora mais.
Este ano estou sempre, sempre sozinha. Passo todos os intervalos de 45 minutos sozinha. Ninguém fala ou passa tempo comigo. Acho que ninguém repara na minha existência. Sou uma "outsider", não faço parte das escolas, não sou vista como uma outra professora. Sinto-me invisível, estar ou não estar é indiferente. Já me questionei se serei eu que ando sem vontade de tudo, mas acho que não. Sou eu que vim de novo, acho que quem já estava deveria ter-me recebido e ter-me feito sentir bem. Ignorar-me, ou melhor, só repararem em mim para assegurar o trabalho, não é forma de agir com ninguém.
Tenho muitas saudades dos dois últimos anos letivos, queria ter o passado de volta. Sei que não posso ter esses dias que passaram, mas como está a ser tão difícil viver o meu presente, esse é o meu desejo.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Hoje e só hoje, sem ontem nem amanhã
Decidi viver o hoje e só o hoje, sem pensar no ontem e no amanhã. Sem pensar no passado, nos maus momentos para não me martirizar e sem pensar nos bons momentos para não me agarrar a memórias. Sem pensar no que podia ter feito e não fiz ou no que fiz e que não deveria ter feito. O ontem já passou e lá deve ficar. Não vou deixar o meu ontem interferir no meu hoje.
Também não vou pensar no amanhã, no que poderá acontecer, de bom ou de mau; não vou planear ansiosamente o meu futuro. Não vou deixar de aproveitar o hoje a pensar como será o amanhã.
Tenho vivido a minha vida de maneira muito diferente da maioria das pessoas da minha idade e tenho, sobretudo, vivido com o "peso de ontem" e a "ansiedade pelo amanhã". Mas percebo que viver o hoje, viver o presente, um dia de cada vez, me fará melhor e me fará sentir mais leve. Não vale a pena passar o tempo a pensar no que se passou e no que ainda não se passou.
Vou deixar de contar os dias para as férias, para o Natal, para o final do ano... Vou deixar de contar os dias seja para o que for.
Vou viver o hoje e só o hoje, um dia de cada vez.
"Que o hoje seja hoje". Só isso.
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