sábado, 19 de janeiro de 2019

Ser interessante

O que faz alguém ser interessante? Tenho-me perguntado isto muitas vezes, principalmente porque não sei se sou uma pessoa interessante ...
O que nos cativa numa pessoa? A beleza física é importante, mas não é suficiente para a pessoa ser interessante de uma forma completa.
Pessoalmente, acho uma pessoa interessante quando ela sabe falar de qualquer tema, sabe manter uma conversa e tem sentido de humor. Além disso, também me cativa que a pessoa tenha interesses, hobbies, amigos; que não viva só para o trabalho, que tenha uma vida. E eu? Serei interessante aos olhos dos outros? Sou boa comunicadora, sinto-me à vontade para falar de qualquer coisa (acho eu), mas não tenho hobbies nem pratico desporto nem tenho nenhum interesse especial. Só gosto de fazer as coisas básicas como ler, ver televisão, ir ao cinema.. Sinto que as coisas vistas assim pareço uma pessoa muito básica que não desperta interesse. 
Agora que refleti sobre o assunto, vou aproveitar o começo dum novo ano para fazer mais coisas e encontrar novos interesses. Veremos se me torno mais interessante. :)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Não quero ir trabalhar

Fui para professora porque foi algo que sempre quis ser desde pequena. Ao longo dos anos, tive altos e baixos nesta profissão, escolas que gostava mais ou menos, alunos melhores ou piores mas sempre gostei do que fazia, no entanto é a primeira vez que não me apetece ir trabalhar de todo. Se me dissessem que não precisava de ir trabalhar mais este ano letivo daria pulinhos de contentamento. 
Sinto uma desmotivação que nunca me lembro de ter sentido, uma falta de energia e de vontade de me levantar da cama para ir para a escola como nunca senti. Só de pensar que ainda faltam dois períodos letivos e que janeiro e fevereiro não têm um único feriado até fico mal disposta. Realmente quando não se gosta do que se faz trabalhar é um sacrifício e parece que o tempo não passa. Estou a adorar esta pausa letiva do Natal como nunca adorei nenhuma. Sempre gostei de me sentir ocupada e às vezes até me aborrecia de ter tantos dias livres seguidos. Agora não é assim, quem me dera que o tempo parasse e que não tivesse de voltar ao trabalho. Mas a realidade é outra, vou mesmo ter de "gramar" aulas com aquele horário até junho... Não há volta a dar, não há nada que possa fazer...infelizmente. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Ter o passado de volta

Admito que me queixo muitas vezes sem razão, mas só percebo isto quando fico pior, quando as coisas pioram. Ou seja, não sei avaliar, não percebo o que é uma situação má ou boa. Esta minha característica irrita-me, a sério que me irrita. É do género "Já fui tão feliz e nem percebi". 
Tal como já escrevi sobre isto, no trabalho estou a ter um ano bastante difícil... Na verdade, a parte social no trabalho é inexistente e não estou a saber lidar com isso. 
Ontem encontrei uma colega do ano passado e voltei a ter muitas saudades dos dois últimos anos letivos. Já sei, na altura queixava-me e queixava-me. Lá está, tola, nem percebi como estava bem.
Há dois anos passava tempo com a minha colega de inglês e também criei relações de amizade com as colegas titulares. O ano passado também criei relações de amizade e não passava nenhum intervalo sozinha, nenhum. Passei muito bons momentos nesses dois Agrupamentos, queixei-me de barriga cheia. As pessoas davam-se comigo, eu não era ignorada, era tratada como parte das escolas, como uma professora mais. 
Este ano estou sempre, sempre sozinha. Passo todos os intervalos de 45 minutos sozinha. Ninguém fala ou passa tempo comigo. Acho que ninguém repara na minha existência. Sou uma "outsider", não faço parte das escolas, não sou vista como uma outra professora. Sinto-me invisível, estar ou não estar é indiferente. Já me questionei se serei eu que ando sem vontade de tudo, mas acho que não. Sou eu que vim de novo, acho que quem já estava deveria ter-me recebido e ter-me feito sentir bem. Ignorar-me, ou melhor, só repararem em mim para assegurar o trabalho, não é forma de agir com ninguém. 
Tenho muitas saudades dos dois últimos anos letivos, queria ter o passado de volta. Sei que não posso ter esses dias que passaram, mas como está a ser tão difícil viver o meu presente, esse é o meu desejo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Hoje e só hoje, sem ontem nem amanhã

Decidi viver o hoje e só o hoje, sem pensar no ontem e no amanhã. Sem pensar no passado, nos maus momentos para não me martirizar e sem pensar nos bons momentos para não me agarrar a memórias. Sem pensar no que podia ter feito e não fiz ou no que fiz e que não deveria ter feito. O ontem já passou e lá deve ficar. Não vou deixar o meu ontem interferir no meu hoje.
Também não vou pensar no amanhã, no que poderá acontecer, de bom ou de mau; não vou planear ansiosamente o meu futuro. Não vou deixar de aproveitar o hoje a pensar como será o amanhã.
Tenho vivido a minha vida de maneira muito diferente da maioria das pessoas da minha idade e tenho, sobretudo, vivido com o "peso de ontem" e a "ansiedade pelo amanhã". Mas percebo que viver o hoje, viver o presente, um dia de cada vez, me fará melhor e me fará sentir mais leve. Não vale a pena passar o tempo a pensar no que se passou e no que ainda não se passou. 
Vou deixar de contar os dias para as férias, para o Natal, para o final do ano... Vou deixar de contar os dias seja para o que for. 
Vou viver o hoje e só o hoje, um dia de cada vez. 
"Que o hoje seja hoje". Só isso.





sábado, 22 de setembro de 2018

Primeira semana de aulas

Devo dizer que estava a ver que a semana nunca mais terminava, foram 5 longos dias. Longos e desconfortáveis. Senti-me sempre cansada por sair de casa para ir trabalhar 3 vezes por dia (exceto 6ª). Senti que o tempo não rendia nada, que tinha feito pouco e mesmo assim senti-me cansada. Senti-me sempre sozinha, mal vi outras professoras e não conversei com ninguém.
4ª feira foi dos dias piores, tive de fazer a vigilância do refeitório. (sem ter nenhum aluno meu naquele horário). Ninguém se dignou em explicar-me o que tinha de fazer nem a dinâmica do refeitório. Senti-me completamente perdida. Senti que não estava ali a fazer nada. Entretanto uma miúda diz-me que não tem gelado (de facto não tinha, verifiquei o tabuleiro) e fui buscar um. A senhora da cantina desata aos gritos comigo, que eles estavam a comer gelados a mais, que estavam a comer dois e que a criança tinha lá o gelado de certeza. Eu disse que não, que não tinha, que tinha verificado. Depois perguntou-me se era uma das crianças que tinha entrado naquele momento e eu disse que era. Aí lá acreditou no que eu lhe estava a dizer e pediu desculpa (com maus modos, mas pediu). O problema é que eu já me estava a sentir super mal, mais pequenina do que uma formiga. Eu não tinha feito nada de errado e mesmo que tivesse feito não seria culpa minha porque a mim ninguém me explicou nada. Só pensava porque é que eu tinha de estar ali a passar por aquilo e porque raios teve a senhora de me falar naquele tom, uma senhora que nunca me viu mais gorda! Apanhei uma camada de nervos. 
Esta foi a primeira semana, fico com um nó na barriga só de pensar na quantidade de semanas que faltam para o ano terminar. Nunca tive este sentimento; mal começar o ano e já ansiar pelo seu fim.
Saudades dos dois últimos anos que afinal foram muito bons (mesmo que nem sempre tenha percebido isso). 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Acessórios V: Anéis Calvin Klein

Nunca fui muito pessoa de usar anéis, mas já andava "a namorar" estes anéis da Calvin Klein há algum tempo, pois via-os numa grande amiga e acho-os muito giros e intemporais. 
Não os uso no anelar, só gosto mesmo de os ver no dedo indicador.
Custam 82€, são de aço e ficam bem com tudo.