quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ano letivo (cont)

Prometi voltar a este tema e não o fiz... (Acho que mais por preguiça e por receio de me repetir do que outra coisa).
Na verdade, tenho pouco a acrescentar. Sinto-me um pouco "professora fantasma" na mesma. Não sou importante nem faço a diferença para ninguém... É aquela sensação "estar ou não estar é exatamente a mesma coisa".
O meu entusiasmo pelo ensino manteve-se e mantém-se igual... Vou às escolas, cumpro o meu horário, cumpro as minhas obrigações, mas sentir prazer pelo que faço... Sorry, mas não sinto.
Mas para perceberem que os meus dias raramente são monótonos posso contar-vos duas situações que tive com uma professora titular, minha colega (supostamente, porque o modo como me trata é como se eu fosse sua subordinada). 
Nas duas primeiras aulas deixou-me o quadro todo escrito e escrito a vermelho "Não apagar". Claro que nessas aulas não pude escrever no quadro, nem os alunos no caderno, pois não tinham de onde copiar. Falei com a coordenadora da escola sobre essa situação e passei a poder usar o quadro. O tempo foi passando e eis que um destes dias chego à mesma sala e tenho um recado dirigido a mim no quadro. O recado dizia para eu não usar os materiais que estavam na gaveta porque eram pagos por ela (da professora titular). Fiquei chocada e surpreendida, até porque apenas tinha usado canetas do quadro e pensava que eram da escola. Além do facto de me ter exposto aos alunos daquela maneira, a forma como foi escrito o conteúdo também não foi a mais adequada. Eu, como sou um bocadinho diferente dela, respondi ao recado numa folha de papel que deixei dentro da gaveta, pedindo desculpa pelo sucedido, que não voltaria a acontecer, que pensava que os materiais eram da escola e que a partir dali usaria os meus próprios materiais.
Sem querer fazer mais comentários sobre estas situações, deixo apenas esta pergunta "Acham isto normal?".
Conclusão: não me parece que algo vá mudar ou melhorar daqui para a frente... Talvez seja eu que esteja mal neste nível de ensino e por isso me sinta tão desmotivada... Não sei... Certo é que necessito de respirar fundo e encontrar energia para vir trabalhar todos os dias.

Reflexões (provavelmente) sem nexo

Não tenho andado muito inspirada para escrever, por isso este texto poderá parecer uma grande mistura de coisas que me passam pela cabeça. 
Tenho conta no Facebook e também no Instagram. Vejo mais as publicações dos outros do que publico, é verdade. Acho que um dos motivos pelos quais não publico muito é por achar que a minha vida não é tão interessante como as publicações que vejo. Penso muitas vezes "Mas o que interessa isto que vou publicar às outras pessoas?" "Será que é realmente assunto para pôr numa rede social?"
A verdade  é que a maioria das publicações que vejo é de pessoas super felizes, com famílias maravilhosas, com passeios e programas de fazer inveja. Depois questiono-me.. "Sou só eu que tenho uma vida menos cheia (vazia até) que não encontro nada de relevante para publicar?" 
Pergunto-me também se toda aquela felicidade mostrada ao mundo é verdadeira; se todos aqueles momentos são realmente vividos da forma como são mostrados ali... 
Admito que as redes sociais me fazem pensar...
Vejo pares improváveis, mas felizes, claro! Vejo toda a gente ser pai/mãe... super felizes, também, obviamente, como se fosse sempre tudo uma maravilha com os filhos (eu não devo opinar sobre isso, não tenho essa legitimidade, pois não sou mãe... já sei). Vejo toda a gente a viajar e a fazer férias incríveis; a almoçar e jantar em restaurantes XPTO. E claro, a velha pergunta que me persegue "E eu, serei normal por não ter uma vida semelhante?" 
Tenho uma amiga que me está sempre a dizer "Dentro de quatro paredes só quem lá está sabe o que lá se passa"... Até acredito que possa ser assim; mas de certeza que há pessoas que são felizes e que nem todas as publicações são "falsas". Certo?
Quanto a mim, já me custa convencer a mim própria que sou normal e que a vida que tenho deve ser igual à de outras pessoas. Ou seja,  não devo ser a única mulher que tem 37 anos, está solteira, vive sozinha, não tem filhos, não viaja tanto quanto gostaria, tem um emprego instável e não está sempre de bem com a vida. Ou serei? À minha volta não conheço ninguém exatamente na mesma situação do que eu (o que só aumenta a crença na minha anormalidade). Admito que muitas vezes me sinto anormal por ser e viver de maneira tão diferente. 
Além disso, não ando sempre com um sorriso na cara e zango-me muitas vezes com a vida e com as coisas que (não) me acontecem. Será que a minha vida é assim porque sou eu que não sei lidar com as situações que acontecem? Não sei... E se alguém que me conhece sabe a resposta também ainda não ma deu.
Claro que se me perguntarem " É esta a vida que sonhaste para ti?" Não, não é. Mas fazer o quê? É a que tenho e é esta que me espera todas as manhãs quando acordo. 
No entanto, no fundo, bem no fundinho, mas mesmo bem lá no fundo, acredito (até porque se deixar de acreditar o que ando aqui a fazer?) que "o melhor ainda está para vir" (também me foi dito pela mesma amiga), que não vou ficar sozinha e que um dia acordarei com uma vida diferente, mais perto daquilo que sempre sonhei para mim. 

domingo, 12 de novembro de 2017

Look do dia #4

Deixo-vos um look de outono, confortável e leve de um sábado à noite.

Calças pretas e top mostarda com folho Pimkie

carteira preta Mango
Botas pretas Tapadas




casaco animal print H&M

sábado, 21 de outubro de 2017

Pessoas: o que adoro

Hoje decidi escrever um texto sobre pessoas, um texto mais positivo; falar do que adoro nas pessoas. Reconheço que não são muitas as que cumprem estes meus "requisitos", mas há algumas. Também não  importa a quantidade, mas sim a qualidade, certo? :)

Adoro as pessoas que têm paciência para mim (para me ouvir: sejam desabafos, sejam queixas, sejam histórias já contadas mil vezes).
Adoro as pessoas com quem crio cumplicidade.
Adoro as pessoas que me colocam um sorriso na cara, com palavras ou ações.
Adoro as pessoas que conseguem sempre ter uma palavra a dizer-me, seja em que circunstância for.
Adoro as pessoas que conseguem dizer-me (mesmo) o que não quero ouvir de forma a ajudar-me.
Adoro as pessoas que sempre arranjam tempo para mim, no matter what.
Adoro as pessoas que gostam de mim como sou, com os meus defeitos e qualidades.
Adoro as pessoas que são otimistas e me passam algum desse otimismo.
Adoro as pessoas que me fazem rir, mesmo com piadas parvas. 
Adoro as pessoas que me querem na vida delas.
Adoro as pessoas que querem estar na minha vida.
Adoro as pessoas que acrescentam algo à minha vida e me fazem feliz.
Adoro as pessoas que fazem de mim uma pessoa melhor.
Adoro as pessoas que respondem sempre (e logo) às mensagens.
Adoro as pessoas que arranjam soluções e não desculpas.
Adoro as pessoas que são sinceras.
Adoro as pessoas que são fiéis. 
Adoro as pessoas que são genuínas.
Adoro as pessoas que têm sentido de humor.
Adoro as pessoas que admitem os erros e pedem perdão.
Adoro as pessoas que são capazes de perdoar.
Adoro as pessoas que cumprem as suas promessas.
Adoro as pessoas que arriscam (afinal quem não arrisca não petisca). 
Adoro as pessoas que expressam os seus sentimentos; riem e choram quando assim tem de ser.
Adoro as pessoas educadas.
Adoro as pessoas espontâneas.
Adoro as pessoas que conversam sobre tudo e sobre nada.
Adoro as pessoas calorosas.
Adoro as pessoas boas de coração, que não conseguem ver ninguém mal e estão sempre prontas a ajudar. 

Em suma, adoro as pessoas que, não importa como entraram na minha vida, permanecem nela. 


Artigos religiosos "modernos"

Tive uma  educação católica e sou crente (ok, admito, às vezes não tão crente como deveria, sou). Nunca me tinha ocorrrido ter artigos religiosos em casa, expostos, à vista de todos. A Little Portugal, Heritage Boutique (no Colombo) fez-me mudar de ideias, pois tem artigos religiosos "modernos" e coloridos (há várias cores à escolha) que acabam por resultar em peças decorativas.
Comprei um Santo António e uma Nossa Senhora; e caso sejam crentes podem levar as imagens  a Fátima para serem benzidas (em todas as missas, no final, o padre benze os artigos religiosos que as pessoas têm com elas).




sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Perdoar ou não perdoar: o eterno dilema

Perdoar não é fácil. Realmente é um processo difícil e que nem todos conseguimos realizar ou só conseguimos em determinadas situações.  
Perdoar também não é esquecer. Quando fazemos ou dizemos algo ou nos fazem ou dizem algo que causa mágoa, desilusão, dor ou tristeza não se esquece (toda a gente já passou pelas duas situações), fica marcado; aconteceu e nada nem ninguém pode mudar o facto de ter acontecido.  A questão é: e perdoar, é possível?
Em primeiro lugar, há que decidir para si próprio se há situações imperdoáveis e nas quais o perdão está fora de questão (muitas vezes ouve dizer-se que a traição é imperdoável, que uma vez quebrada a confiança não há volta a dar; que há ofensas verbais e/ou físicas que também não se perdoam). Acho que essa decisão do que se consegue ou não perdoar depende de cada um, cada pessoa sabe quais os seus limites. Muitas vezes achamos que não somos capazes de perdoar certas coisas e perdoamos e o inverso também acontece. A vida dá muitas voltas e é "vivendo e aprendendo". 
Já fui magoada e já magoei; em ambos os casos, foram situações bastante graves;  já perdoei e já fui perdoada. Para que haja perdão, na minha opinião, não é necessário verbalizar o pedido de perdão; pode pedir-se perdão ao mostrar-se arrependimento ou com ações conciliadoras. Seja como for,  perdão é algo interior (acho eu) e ou se perdoa ou não se perdoa, não há meio termo, independentemente do tempo que se leve até chegar ao perdão (pode levar horas, dias, semanas, meses ou até anos).
Tenho plena consciência de que as ações depois de realizadas e as palavras depois de ditas não podem ser apagadas ou retiradas. Mas Deus fez o ser humano com coração e não me parece que sirva apenas para manter o nosso corpo vivo, acho que também é para manter a nossa alma viva e tranquila. 
No meu caso, quando perdoo sinto-me mais leve, deixa de haver uma luta interior, uma raiva que me consome, um sentimento negativo que me faz não estar bem. Perdoar, a mim, deixa-me mais leve e mais tranquila. Quando perdoo realmente alguém, não volto depois a tocar no assunto que perdoei nem  "atiro à cara da pessoa" o que aconteceu (espero o mesmo quando sou perdoada). Retomo a relação com a pessoa de uma forma saudável, quase como se nada tivesse acontecido (porque perdoa-se, mas não se esquece). Afinal, "perdoar é lembrar sem doer". 
No geral, tenho facilidade em perdoar (há quem diga que perdoo com demasiada facilidade... provavelmente é verdade) e também tenho encontrado pessoas na minha vida que me têm conseguido perdoar.
Talvez eu seja assim por achar que toda as pessoas erram, que todos nós merecemos uma segunda oportunidade; porque, verdade seja dita, ninguém é perfeito e toda a gente erra. Obviamente que há erros e erros, mas, como já referi, já todos passamos por situações em que queremos ser perdoados ou em que querem o nosso perdão.
Mas, na minha vida, nem sempre aconteceu assim, nem sempre consegui perdoar... (Tenho uma ou outra situação que ainda me "desgastam") e também nem sempre consegui o perdão que desejava, mesmo reconhecendo o meu erro, mesmo verbalizando o perdão . Não consegui o perdão da outra pessoa nem me perdoei a mim mesma (o que custa ainda mais). 
Quando assim acontece, é duro; uma vez que perdoarmo-nos a nós mesmos chega a ser mais difícil que perdoar outra pessoa. Sabemos que fizemos "asneira", que não podemos voltar atrás no tempo, não podemos "desfazer" o que fizemos; estragamos tudo com uma palavra, uma frase ou uma ação; o erro está cometido e martirizamo-nos por isso.
Para mim esse tipo de perdão é o mais difícil porque faz-me carregar  a culpa todos os dias e sou eu que tenho de lidar com ela.  Cria um peso dentro do peito, difícil de ser aliviado. 
De qualquer forma acho que quem perdoa é mais feliz e vive de forma mais tranquila e sente-se mais leve; mas não sou ingénua ao ponto de achar que não existem situações imperdoáveis.
No entanto, duma coisa estou certa, o perdão é próprio de quem tem um coração grande.